A entrevista dos candidatos à presidência
Esta semana o Jornal Nacional, da Rede Globo, entrevistou os três candidatos à presidência da República. Dilma, Marina e Serra, nesta mesma ordem. A expectativa estava somente em dois candidatos, o que abriu e o que fechou a rodada. O primeiro sempre serve de fio condutor para os seguintes. E os apresentadores, Bonner e Fátima, foram amenos com a candidata do PT.
Apesar do tempo ser de 12 minutos de entrevista, Dilma não foi obrigada a se ver constrangida com perguntas do tipo: o caso do dossiê dos tucanos, o equívoco do seu plano de governo em relação aos veículos de imprensa, as obras do PAC que estão em ritmo de tartaruga. Mesmo assim, houve quem reclamasse do tom da entrevista. E o líder dessa reclamação foi o presidente Lula. Lula usou de uma estratégia já conhecida. A de fazer críticas contra o veículo ou seus apresentadores. A ideia é tentar por em xeque a lisura do Jornal e ver como os dois jornalistas se comportariam com o principal candidato de oposição, o José Serra.
A entrevista de Marina Silva do PV foi um pouco mais contundente, em comparação com a de Dilma, já que buscou saber da candidata sobre o episódio do mensalão e a saída de algumas lideranças antigas do PT por causa dessa situação. Embora, eu acredito que muita coisa faltou ser perguntada como o motivo da saída dela do PT. Todos sabem que Marina teve problemas para conduzir o Ministério do Meio Ambiente por causa da pressão dos governadores da Amazônia Legal, principalmente o de Mato Grosso. Enfraquecida politicamente dentro do Partido dos Trabalhadores, Marina preferiu sair e migrar para o PV. Agora, dá sinais claros que caso não chegue ao segundo turno, deve apoiar a candidata do PT.
A entrevista do José Serra passou a ser a mais esperada dos três candidatos. Poderia até ser diferente se Lula não desse de graça essa audiência para Serra. O tiro saiu pela culatra. Serra foi tão tranqüilo nas respostas que incomodou (os petralhas) quem assistia. O Tucano falou dos pedágios, da aliança com o PTB de Roberto Jéferson que teve ligação com o Mensalão, falou sobre a escolha de um vice de pouca expressão, o Índio da Costa. Respondeu todas as perguntas tranquilamente. O que faltou de perguntas mais, digamos, agressivas as duas candidatas, não faltou para o candidato do PSDB, coisa que Lula e o PT não podem reclamar. Serra sabia que enfrentaria uma situação mais delicada quanto ao conteúdo das perguntas? Sabia. E mostrou preparo e serenidade nas suas respostas.
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