quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Greve dos residentes

greve, médicos-residentes propõem reajuste parcelado
26 de agosto de 2010 15h47 atualizado às 16h08

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A Associação Nacional dos Médicos-Residentes (ANMR) apresentou nesta quinta-feira ao Ministério da Educação uma proposta de reajuste da bolsa-auxílio de forma parcelada. Para encerrar a greve, que completou nove dias, os profissionais estão dispostos a aceitar o aumento imediato de 28,7% e o restante em setembro do ano que vem, para totalizar o reajuste de 38,7% exigido pela categoria. A sugestão foi aceita na quarta-feira, por unanimidade, pelos membros da comissão de greve.

Na semana passada, a categoria rejeitou o reajuste de 20% oferecido pelo governo. Segundo o presidente da ANMR, Nívio Moreira Júnior, a nova proposta é um sinal de que a categoria está aberta à negociação e quer terminar a greve. "Agora depende do governo entender que o que nós estamos solicitando são os 23% que não foram dados na greve anterior. Hoje, seria um reajuste de 5%, se os 23% tivessem sido cumpridos antes. Então há três anos que o reajuste não foi dado", afirmou.

Moreira Júnior acredita que a proposta possa ser votada em breve. "Acho que vamos ter um retorno do governo hoje (quinta) ou amanhã (sexta)", disse. No entanto, o Ministério da Educação informou que não tem um prazo para tomar a decisão, já que precisa consultar os representantes do Ministério da Saúde.

Além do reajuste na bolsa-auxílio, de R$ 1.916,45 para R$ 2.658,11, a categoria reivindica a extensão do auxílio-moradia e auxílio-alimentação para todo o território nacional - benefícios concedidos somente em Brasília -, o aumento da licença-maternidade da residente de quatro para seis meses, o adicional por insalubridade e o décimo terceiro salário.

Agência Brasil
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